Perda cognitiva e demência na doença de Parkinson

Perda cognitiva e demência na doença de Parkinson (19 junho 2020)

A perda cognitiva e a demência representam um dos dois principais sinais da doença de Parkinson.

Hoje, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial com mais de 65 anos de idade sofre com esse distúrbio neurodegenerativo.

E somente no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas convivem com o problema. Veja nesse post como se dá a perda cognitiva e demência na doença de Parkinson. E o que fazer para lidar com esses problemas.

O que é a perda cognitiva e demência? Como elas acontecem?

A perda cognitiva é caracterizada por alterações motoras no paciente, como declínio do sistema nervoso, lentidão de pensamento, instabilidade postural, declínio da função executiva e alteração da memória pela dificuldade de evocação tardia, declínio da função de atenção/concentração, rigidez de membros, tremores entre outros sinais.

Ela pode ocorrer em dois níveis, o comprometimento cognitivo leve e a demência.

Comprometimento cognitivo leve CCL

O primeiro estágio, que corresponde ao comprometimento cognitivo leve, é caracterizado como uma condição intermediária, que muitas vezes evolui de forma lenta. Ou seja, o paciente começa a apresentar pequenos sinais do distúrbio.

De modo geral, o paciente passa a ter dificuldade de regular o próprio comportamento. Tanto no aspecto mental, se esquecendo de tarefas simples do cotidiano, como no físico, não conseguindo controlar os próprios movimentos e membros.

Demência

Os quadros de demência são considerados mais graves, os pacientes apresentam mudanças mais severas. Entre os principais sinais desse estágio estão: alterações na fala, dificuldade de reconhecer sons, objetos e formas,  e alteração da capacidade de coordenar tarefas complexas.

Tanto a perda cognitiva quanto a demência ocorrem porque a doença de Parkinson afeta diretamente as células nervosas (neurônios) de uma região do cérebro que se chama Nigra.

Esses neurônicos ficam comprometidos ou morrem, o que gera vários efeitos colaterais. Isso porque, eles são responsáveis pela produção de dopamina que é uma substância química que facilita a coordenação dos músculos corporais e do movimento.

Logo, quando essa produção cai, todas as mudanças acima citadas acabam por acontecer. O grande problema está justamente no fato de uma vez que os neurônios são destruídos, eles não podem ser recuperados.

Por conta disso que o diagnóstico precoce é fundamental, pois, quanto antes ele for feito, maiores são as chances de evitar um declínio ainda maior.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da doença de Parkinson

O diagnóstico de Parkinson é feito a partir dos critérios de Queen Square Brain Bank e leva em conta o quanto a perda cognitiva compromete as tarefas diárias, bem como o nível de demência. Para isso, é realizada uma avaliação neuropsicológica.

Ela é indispensável, pois é através dela que é possível identificar de forma detalhada quais foram as mudanças cognitivas que o cérebro do paciente teve. Além disso, ela também consegue identificar o padrão de demência, bem como o nível de gravidade e até mesmo possíveis evoluções do quadro.

Com base na avaliação neuropsicológica é que o médico poderá indicar o melhor tratamento para evitar um maior declínio cognitivo no paciente.

Por isso, a qualquer sinal de perda cognitiva e demência, o ideal é procurar um especialista. Ele poderá indicar a avaliação neuropsicológica para a realização do diagnóstico.

 

Nós, da empresa Medical Tecnica somos especialistas em testes neuropsicológicos computadorizados. Temos plataformas computadorizadas com baterias de testes neuropsicológicos para detectar AlzheimerTDAH, Discalculia, dislexia etc. Até oferecemos programas de reabilitação e simulação para CCL, TDAH, discalculia, dislexia, concentração etc.

Entre em contato para marcar uma apresentação online (20 min) e saiba mais sobre nossa plataforma neuropsicológica computadorizada.

 

Comments are closed.