Fatores de Risco

O principal fator de risco é realmente a idade avançada. Quanto mais velho, maior a chance de manifestar a doença. O Alzheimer ocorre em até 10% dos indivíduos em torno dos 65 anos e em até mais que 40% daqueles mais velhos que 85 anos, em alguns estudos científicos.

Até o momento, a idade e os genes são considerados fatores de risco não modificáveis. Os estudos genéticos não estão disponíveis para uso na população em geral e são reservados aos ambientes de pesquisa, onde podem ajudar a entender o desenvolvimento das lesões cerebrais no Alzheimer. É preciso também ressaltar que valorizar uma predisposição genética em um indivíduo normal torna-se um problema ético, já que não se pode oferecer qualquer tratamento preventivo baseado nesses achados.

* Idade

Embora existam casos esporádicos em pessoas de 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 a 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.

* História familiar

O risco é mais alto em pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências. Estudo conduzido na Suécia entre 65 pares de irmãos gêmeos mostrou que quando um deles apresentava Alzheimer, o irmão gêmeo idêntico era atingido pela doença em 67% dos casos; o gêmeo diferente, em 22%.

* Síndrome de Down

Em portadores da síndrome de Down a doença surge com frequência mais alta e as alterações neuropatológicas se instalam mais precocemente.

* Apolipoproteína E

Além de outras funções, o colesterol é necessário para a integridade da bainha de mielina que envolve as raízes nervosas. A apolipoproteína é uma proteína presente na circulação, importante no transporte de colesterol no sistema nervoso central. Indivíduos em que essa proteína possui determinadas características genéticas têm probabilidade mais alta de desenvolver Alzheimer.

* Sexo

Parece haver pequeno predomínio da doença entre as mulheres. Para quem chegou aos 65 anos, o risco futuro de surgir Alzheimer é de 12% a 19% no sexo feminino; e de 6% a 10% nos homens.

* Trauma craniano

Boxeadores e pessoas que sofreram traumas cranianos parecem mais sujeitos à enfermidade, embora nem todos os estudos comprovem essa relação.

Fatores protetores

* Escolaridade

A aquisição de conhecimentos cria novas conexões entre os neurônios (sinapses) e aumenta a reserva intelectual, fatores que retardam o aparecimento das manifestações de demência. O analfabetismo e a baixa escolaridade estão associados à maior prevalência.

* Atividade física

Vários estudos sugerem que a atividade física tenha efeito protetor.